Labirinto de Sonhos

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Dói sentir saudade

Fez 6 meses que ele se foi. 6 meses atrás meu mundo foi despedaçado e eu perdi toda a esperança que eu tinha. Dói. As coincidências doem. Dói ver uma vida que nasceu no dia exato que ele me deixou. Eu sinto tanta falta. Dói mais do que tudo desejar aquele lambeijo de bom dia, ou a carinha fofa de sono olhando pra mim. Eu constantemente sonho com ele. Sonho que ele ta pertinho. Mas esses dias, eu sonhei de novo com ele, sonhei que estava voltando pra casa do trabalho, que vi um cachorrinho e por um pequeno instante eu vi ele me olhando, com aquela carinha de apaixonado que ele olhava pra mim as vezes. Doeu. Doeu muito. Eu não sei explicar o modo como eu fiquei depois desse sonho. Eu morro de saudade do meu bebê, e vê-lo no sonho me mostrou que ele ta sempre cuidando de mim. Mas também me deixou triste, sentindo sua falta. Não é fácil superar a falta que ele faz, o quanto coisas pequenas eram belas por sua causa, porque tinha um focinho gelado procurando minha mão para pedir carinho, porque tinha um pacotinho de amor. Eu o amei e vou amá-lo todos os dias, mas acostumar com a saudade, é algo que machuca muito.

o aumor da minha vida <3

Faça amor, não faça jogo – Ique Carvalho

Hoje vou falar de um livro muito amorzinho. É o livro lindo do Ique Carvalho.

Editora: Gutenberg / Páginas: 223 / Autor: Ique Carvalho

Sinopse: Viver a plenitude do amor é o desejo senão de todas, ao menos da maioria das pessoas. Amar e ser amado incondicionalmente, contar com o apoio de alguém para as horas difíceis e para os momentos alegres, e saber que independentemente do que fazemos, alguém estará ao nosso lado simplesmente pelo que somos é o ideal de vida de muitos.

Viver esse amor na prática, no entanto, nem sempre é fácil. E é exatamente sobre felicidade, vida e amor que Ique Carvalho fala neste livro. O autor, que começou escrevendo em seu blog e já tocou o coração de milhares de pessoas que se envolveram e se emocionaram com suas palavras, descreve com perfeição o amor que muitos procuram e poucos realmente encontram. E ele fala do amor em todas as suas expressões: desde o romântico entre duas pessoas até o mais puro e verdadeiro dos laços familiares, que ele tem com seu pai e mentor.

Como as relações humanas são frágeis e complicadas, os relacionamentos tornam-se difíceis, o que nos faz buscar a felicidade nos lugares ou nas pessoas erradas. Mas o autor nos faz enxergar a vida de forma diferente. Faça amor, não faça jogo é um lembrete de que, no jogo do amor, não é necessário haver ganhadores ou perdedores. Basta olhar e aceitar novos paradigmas e acreditar no que diz seu coração. E vivenciar isso de verdade.

Eu conheci os textos do Ique através do blog dele, o The Love Code e de cara me apaixonei pelo modo como ele escrevia, pelos sentimentos que cada texto dele transmitia. Quando fiquei sabendo do lançamento do livro já pretendia comprar. E não deu outra, comprei e me apaixonei pelo livro desde a primeira até a última página! Os textos sobre amor são os mais lindos, emocionam demais. Mas os textos mais perfeitos são os sobre o pai dele. Para quem não conhece, o pai dele foi diagnosticado com uma doença degenerativa, e só restava viver os dias que ainda tinha. E foi isso que ele fez, o Ique esteve ao lado de seu pai, viveu lindos momentos com ele, que resultaram em textos com maior amor, carinho e perfeição impossível.

livro faça amor nao faça jogo

Uma coisa que achei muito legal no livro, é que todos os textos tem um QR Code que te leva a uma música para ouvir enquanto lê. Eu adorava isso no blog, e quando vi que ele fez isso no livro eu achei perfeito. O livro é lindo, todo feito com muito carinho e amor. Um trabalho lindo, impecável.

Algo que me emocionou muito no livro foi o último texto. O texto foi o pai dele que escreveu e pediu para que o filho leia somente depois de ter partido.

Coloque mais carinho em si

Quantas vezes esquecemos de olhar para dentro de nós mesmos? E depois de um tempo parece que você nem se conhece mais?

O que me diz de começar a mudar essa história hoje mesmo? No dia de hoje, resolva fazer algo que permita que você se conheça melhor. Quando olhamos para dentro, começamos a nos ver com mais carinho, é aí onde se começa a se importar verdadeiramente consigo mesmo.

Para hoje:

Feche os olhos e apenas respire durante 2 minutos enquanto estiver trabalhando, em casa ou no ônibus, por exemplo.

Agradeça por tudo que conseguiu até hoje na sua vida – todas as oportunidades que teve, todas as pessoas que te ajudaram, todas as suas conquistas.

Faça uma lista de tudo aquilo que te incomoda na sua vida no momento. Veja se existe algo que você pode tirar de alguma maneira.

Olhe-se no espelho e preste atenção nos pontos que acha bonito em você.

Passe mais tempo com pessoas que pensem como você.

Coloque mais carinho nas coisas que faz para si mesmo. Quantas vezes eu me enchi de culpas e decepções, que no momento que eu me toquei do modo como estava me tratando, eu parei tudo e me abracei. Comecei novamente, dessa vez olhando para dentro e me tratando como uma princesa. Porque eu sou especial, e eu devo ser a primeira pessoa a ter certeza disso.

Calma Menina

Calma menina. Foi a primeira coisa que disse a mim mesma. De repente, me senti sozinha, senti medo de tudo ao meu redor. Mas não era um medo comum. Era medo da vida. Medo do que tem por vir, medo de viver errado, medo de não ser feliz. Quando um frio subiu na espinha, a respiração ficou curta e o coração apertado. Não sabia o que fazer, pra onde correr, me vi perdida, abandonada. Estou com a cabeça cheia. Cheia de preocupações, cheia de julgamentos sobre mim mesma. Eu me cobro demais. Ás vezes sinto que luto contra mim mesma, e ao final de cada luta, meu coração se machuca cada vez mais. Me preocupo exageradamente com milhares de coisas, crio situações que nunca irão acontecer e sofro com elas. Sofro sim por antecipação. E eu conheço e reconheço cada pequena falha da minha alma. Penso se não nasci sendo um erro do destino, aquelas pessoas que não conseguem se encontrar nesse mundo. Pois é. Sou humana, sou normal e sou imperfeita. Faço muitas burradas todos os dias. Me arrependo por muita coisa. Queria que tudo fosse diferente. Queria ser normal. Talvez esse blog não existisse se eu fosse uma pessoa normal, talvez eu estivesse feliz tendo uma vida comum. Mas não. Parece que sou aquele borrão que o pintor faz sem querer na tela. Aparentemente sem sentido. Acredito que todos nascemos com um propósito, mas às vezes isso é difícil de acreditar. Acredito no meu sonho, mas por muitas vezes duvido que sou capaz de alcançá-lo. Me sinto sei lá, tão inútil, tão sem graça, tão… sem sentido.  Minha reação? Chorar, chorar e chorar. Chorar e ver minha esperança desmoronando, dói olhar para cada um deles, me lembram a dor de minha alma perdida. Tentava me controlar, me acalmar, mas nada surtia efeito. Me perdi no meio de tanta dor, me perdi em meio a tantas coisas, tantas responsabilidades, tantos julgamentos. Não sei para onde seguir, não sei para onde foi minha paz, não sei quando minha mente passou a ser esse caos. Me perdi dentro de mim, não conseguia achar uma saída, uma esperança. Eu era atacada por meus pensamentos desorganizados, perdi o sono, perdi a calmaria. Onde eu poderia me encontrar? O que fazer para encontrar a parte de mim que se perdeu em meio à dores e preocupações?

Na escuridão

Era um dia chuvoso, daqueles dias onde tudo é cinza, chega a parecer um dia triste.

Chovia forte, de modo que quase não dava para ver nada dois metros à frente. Eu não tinha um guarda-chuva, sentia a força das gotas de chuva caindo, sentia como se fossem pedras sobre os meus ombros. Mais tarde entenderia a dor física do que se passava em minha alma. Me inclinei, mantendo meu rosto para o chão para pelo menos tentar ver por onde eu pisava. O barulho da chuva era ensurdecedor, caía com força, como se o próprio céu não conseguisse conter suas próprias lágrimas. Cada passo que eu dava, o vento tentava me empurrar para trás. Era um dia atípico.

No meio de todo o barulho e a falta de visão, senti uma presença por perto. Estendi uma das mãos e segui andando, sabia que estava prestes a encontrar alguma coisa. Minha mão encostou no que parecia ser uma pedra, grande. Como havia chego mais perto, percebi que era a entrada de algo que poderia ser uma caverna. Havia encontrado abrigo, poderia me proteger da tempestade. Ao adentrar um pouco mais, o barulho da chuva foi ficando mais fraco, e passei a ouvir o barulho de gotas caindo na água. E ouvi um choro. Piscando meus olhos na tentativa de enxergar na escuridão, vi a silhueta de alguém próximo a pequena poça de onde estava pingando. Era uma garota. Ela não percebeu minha aproximação e chorava desesperadamente. Estava com uma roupa toda escura, seus cabelos cobriam seu rosto, estava sentada abraçando seus joelhos. Vi ao seu redor alguns papéis, maioria deles escritos e alguns outros com alguns desenhos, como se fossem runas, e os desenhos possuíam um brilho fraco. Eu sentia a dor daquela garota, como uma facada em meu peito, uma dor latejante. Senti meus olhos lacrimejarem, meu coração apertado e uma súbita vontade de tirá-la dali. Ao mesmo momento que ela se mexeu e percebeu minha presença, as luzes dos papéis ao redor dela adquiriram um brilho mais forte. Me abaixei e peguei em sua mão, e seu olhar encontrou o meu. Senti em seu olhar uma imensa força, algo que a protegia, que apesar de toda aquela dor que sentia, a dor de peso sobre suas costas, mas ela ainda estava lá, não havia se entregado àquela dor. Lágrimas corriam por sua face, mas ela sorria com o olhar. Um olhar de compaixão, um olhar de força, um olhar corajoso.

– Não se preocupe comigo. – disse sorrindo.

– Como não me preocupar? Consigo sentir sua dor, como você consegue ainda assim sorrir?

Ela se levantou, recolheu os papéis à sua volta, empilhou todos em uma pedra que havia ali, apontou e disse: – Toque-os, vai entender.

Me aproximei da pilha, ela veio ao meu lado, e pousou sua mão sobre a minha, acima da pilha.

Ouvi de longe uma voz calma e serena, que falava em minha mente:

“Você se perdeu. Ou melhor, você pensa que se perdeu, porém você mesma encontrou seu caminho de volta. Olhe ao seu redor.”

Ao virar meu rosto vi pedaços da minha vida sendo reproduzidos, como pequenas telas repetindo momentos. Doía olhar aquilo. Representava minhas perdas, os momentos que chorei, os momentos que desejei não viver mais. Minhas maiores decepções, as humilhações que vivi, as dores. Não conseguia segurar as lágrimas, chorava feito criança.

“Agora olhe novamente”– ouvi novamente o calmo sussurro. Todas aquelas telas começaram a falhar e se apagar, fazendo com que o lugar ficasse totalmente escuro. Não conseguia ver um dedo à minha frente.

Até que comecei a sentir um calor em minhas mãos, que ainda estava sobre a pilha de papeis, e uma tímida luz começou a se formar dali. De minha mão saiu um feche de luz que ficou me rodeando. E foi aumentando de tamanho, cada vez mais e mais, preencheu todo o lugar onde eu estava e a luz ficou tão forte que precisei tapar meus olhos.

“Da escuridão pode surgir a luz, você é escuridão, mas você é sua própria luz”.

A luz, o calor, e a voz sumiram de repente. Voltei a ouvir o barulho da chuva lá fora, ainda forte caindo. Abri meus olhos rapidamente, estava sozinha. Porém segurava algo comigo. Segurava uma flor. A mais brilhante que eu já havia visto em toda a minha vida. Era amarela como o sol, suas pétalas pareciam girar para mim, e de modo que não sou capaz de explicar, eu me via. Via meu reflexo através da flor, e via aquela luz anterior pairando ao meu redor. A menina que chorava havia sumido, mas a senti dentro de mim. Ela era eu, e eu era ela. Minha escuridão e minha luz.

Voltamos! Bem-vindos!

Hoje é dia de comemorar!! O Labirinto de Sonhos voltou!

Há pouco mais de um ano atrás (nem fazia ideia que tem esse tempo todo), eu desativei o bloguinho porque não estava em um bom momento e não sentia que estava trazendo coisas legais por aqui… Muita coisa aconteceu, muitas mudanças, muitos momentos difíceis. Mas depois de um tempo eu comecei a sentir falta de ter um cantinho meu. Cheguei a tentar criar em outras plataformas mas não ficava do jeitinho que eu queria, então logo desistia.

Até que me foi possível retomar o blog no seu melhor modo (alô WordPress.org – eu te amo *-*) e aqui estou. Cansadinha de ter passado as últimas 5 horas configurando tudo nos mínimos detalhes pra que tudo ficasse perfeito. Não resisti e vim aqui fazer um postzinho de boas-vindas novamente!

Que tenhamos ótimos momentos e muita coisa boa pra conversar, vamos nos ver bastante por aqui! Não deixem de assinar a newsletter pra receber as postagens diretamente no seu e-mail, e se prepare porque estou planejando um clubinho através da newsletter pra conversar muito com vocês!

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